Polícia Federal cumpre mandados em frigorífico da região

A 4ª fase da Operação Carne Fraca cumpre mandados de busca e apreensão à empresa de ex-senador em Nova Marilândia.No total, 68 mandados de busca e apreensão são cumpridos, na manhã desta terça-feira, 01, na deflagração da 4ª fase da Operação Carne Fraca em nove estados do país.

De acordo com a Polícia Federal (PF), esta nova etapa da Carne Fraca apura crimes de corrupção passiva praticados por auditores fiscais agropecuários federais em diversos estados.

Segundo as investigações as irregularidades eram realizadas para beneficiar a BRF.

O grupo empresarial, aponta a PF, passou a atuar de maneira espontânea com as autoridades públicas e apontou 60 auditores fiscais agropecuários como favorecidos com as vantagens indevidas.Na União Avícola, pertencente ao ex-senador Cidinho Santos, foram feitas buscas.

A empresa, segundo a PF, era usada pela BRF para repassar propina para fiscais agropecuários federais.Os mandados foram cumpridos no endereço da empresa, em Nova Marilândia, e no escritório, que fica em Cuiabá.

A empresa União Avícola, por meio de nota, negou que tenha pagado propina para um fiscal agropecuário do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

A empresa esclarece, na nota, que o fiscal citado nunca trabalhou ou foi responsável pela inspeção na empresa. Reitera que, tão logo os fatos se esclareçam, tomará as medidas cabíveis.

A União Avícola tem mais de 10 anos de atuação no mercado de abate de frango, conta com mais de 1,3 mil colaboradores, e segue à disposição da Justiça para o pronto esclarecimento dos fatos. Veja nota na íntegra abaixo.

OPERAÇÃO ROMANOS

A 4ª Fase da Operação Carne Fraca, denominada Romanos, deflagrada pela Polícia Federal, nesta terça-feira (1), em Mato Grosso e outros oito estados, apura que um grupo empresarial do ramo alimentício, teria feito pagamentos de propina que chegam a bagatela de R$ 19 milhões para cerca 60 fiscais agropecuários federais.

Os valores eram pagos em espécie, por meio do custeio de planos de saúde e até mesmo por contratos fictícios firmados com pessoas jurídicas que representavam o interesse dos fiscais.

A prática ilegal teria sido interrompida no ano de 2017, quando o grupo passou por uma reestruturação interna.

Ao todo, de acordo com a PF, estão sendo cumpridos 68 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 1ª Vara Federal de Ponta Grossa, no Paraná.

Os estados alvos da Romanos são: Paraná, São Paulo, Santa Catarina, Goiás, Mato Grosso, Pará, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

O que chamou a atenção é que um dos mandados cumpridos é na empresa União Avícola, do ex-senador por Mato Grosso, Cidinho Santos. A empresa seria a responsável por intermediar os pagamentos do grupo empresarial aos fiscais.

Cidinho, na verdade, é o primeiro suplente do então dono da cadeira no Senado, Blairo Maggi (PP). Por causa da ida ao Ministério da Agricultura, Blairo acabou cedendo sua vaga para Campos.

O nome da operação faz referência a diversas passagens bíblicas do Livro de Romanos, que tratam de confissão e justiça.

Nesta terça-feira (01/10) a empresa União Avícola foi alvo de busca e apreensão fruto do desdobramento da Operação Carne Fraca. A investigação é sobre pagamento de bonificação e vantagens indevidas à fiscal federal agropecuária do Mapa. A empresa esclarece que o fiscal citado nunca trabalhou ou foi responsável pela inspeção na empresa. Reitera que, tão logo os fatos se esclareçam, tomará as medidas cabíveis. A União Avícola tem mais de 10 anos de atuação no mercado de abate de frango, conta com mais de 1,3 mil colaboradores, e segue à disposição da Justiça para o pronto esclarecimento dos fatos.

A Diretoria União Avícola SA

Com informações Mato Grosso Mais, Bem Notícias e Assessoria

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