Secretaria de Saúde promove ações para combater incidência de hanseníase em Nova Ubiratã

Servidores da vigilância epidemiológica e das equipes do Programa Saúde da Família (PSF) I, II e III já estão engajados na “Campanha Janeiro Roxo” que tem por objetivo a prevenção e o combate à hanseníase na sede e comunidades rurais de Nova Ubiratã.

Durante todo mês de janeiro, os pacientes que buscarem atendimentos médicos receberão orientações referentes aos sintomas e tratamento da doença infecciosa e contagiosa.

Os interessados também terão acesso a avaliações físicas programadas e, havendo necessidade, encaminhamentos para o Centro de Referência em Hanseníase, em Sinop. Todo procedimento será custeado pela Secretaria Municipal de Saúde.

Neste sábado (18) acontece o Dia “D” da campanha – no PSF III, bairro Jardim Vitória – com avaliações de novos casos e/ou suspeitos da doença, bem das pessoas próximas de pacientes.

Já no dia 21 (terça-feira), servidores da pasta e voluntários participam de uma caminhada com pit stop e distribuição de panfletos com orientações sobre o combate à doença.

Causada pelo bacilo de Mycobacterium leprae, a hanseníase é transmitida pelas vias aéreas superiores (boca e nariz) da pessoa doente por meio da tosse, espirro e fala. No entanto, esse ciclo é rompido assim que o paciente inicia o tratamento que leva entre 6 meses a 1 ano.

“A campanha objetiva diagnosticar os casos de forma precoce e dessa forma reduzir a incidente da doença em nosso município”, assinala o secretário municipal de Saúde, Silvio André Stolfo.

Ainda de acordo com o gestor, até esta terça-feira (14), 33 casos da doença já haviam sido notificados no município. Deste total 11 são de moradores de comunidades rurais.

Diante da reincidência, a Coordenadoria Municipal de vigilância em Saúde desenvolveu um plano de ações que visa, entre outros, a realização de palestras orientativas em escolas públicas e mutirões médicos para a identificação de possíveis casos da doença.

O plano, que obteve parecer favorável junto ao Conselho Municipal de Saúde e da Comissão de Intergestores Regionais (CIR), tem duração de três anos e será implantado no primeiro trimestre deste ano (2020).

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