Cerca de 60 alunos ficam sem transporte escolar em Tangará; pais acionarão o Ministério Público

Pais reclamam que filhos ficaram sem transporte para as escolas onde estudam (Imagem: Reprodução Internet)

Cerca de 60 famílias da zona rural de Tangará da Serra deverão acionar o Ministério Público de Mato Grosso (MP/MT) nesta quinta-feira, 13. Isso porque seus filhos, estudantes de escolas públicas, ficaram sem transporte escolar após alterações feitas pelo Executivo Municipal, comandado pelo prefeito Fábio Junqueira (MDB).

De acordo com uma mãe, em entrevista ao Diário da Serra, não serão mais fornecidas linhas para outras instituições de ensino que não sejam a Escola Agrícola Ulisses Guimarães, da região do Córrego das Pedras, o C.M.E. Fausto Masson, do Barcelona, e a Escola Estadual Pedro Alberto Tayano, da Vila Esmeralda.

Ela reclama que para ter transporte, os pais são obrigados a matricularem seus filhos nessas três escolas. Segundo ela, os pais não querem tirar os filhos das escolas onde tradicionalmente estudavam há vários anos. “Desde o ano de 1996 sempre teve linha de ônibus escolar, eu mesmo estudei. Porém, de repente, chegam e cortam as linhas. Não vai mais passar ônibus escolar para as escolas que nossos filhos estudam”, reclamou a mãe, que é sitiante e preferiu não ter sua identidade divulgada.

A mãe disse que o grupo de pais se mobiliza e eles buscarão o Ministério Público nesta quinta.

“Vamos ir ao Ministério Público, provavelmente nesta quinta-feira formalizaremos a situação”, disse.

Ainda conforme a mãe, que mora com sua família em um sítio localizado na Linha 12, alguns estudantes da rede estadual de ensino estão frequentando as aulas de bicicleta. “Está muito perigoso, existe uma curva com mato alto e quem vai não consegue ter a visão de quem vem. Quem se responsabiliza por nossos filhos que estão indo de bicicleta? Tem pais pagando mototaxi para o filho ir estudar. A maioria das famílias pertence a agricultura familiar, fazer feira não é fácil e estamos sem apoio”, lamentou.

“Já tivemos uma reuniões, mas nada foi resolvido. Uma situação muito revoltante”, completou.

Conforme a assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal, “a Semec está concluindo o edital onde constará as rotas/escolas de cada linha, horário, quantidade de quilômetros de cada linha e tempo estimado de cada linha”, diz a nota.

A Comissão de Educação da Câmara Municipal busca resolver o problema do transporte escolar.

De acordo com o vereador Professor Sebastian Ramos (PSB), que é presidente da Comissão, a preocupação é grande, principalmente em se tratando dos estudantes que residem na zona rural.

“Estamos na fase de ouvir as demandas e reclamações. Já solicitamos ao Executivo que resolva essa situação para o bem da população e das escolas em maneira geral”, comentou o parlamentar, ao destacar que apesar da solicitação, não houve resposta efetiva do Executivo Municipal.

“Até o momento não tivemos reciprocidade. Agora estamos para marcar uma reunião na Câmara, muito em breve, para discutirmos esse tema, que é uma preocupação constante. Logo que consigamos a reunião com envolvidos, vamos ter uma opinião mais formal. Meu desejo é que o assunto possa ser resolvido da maneira mais rápida possível”, disse. “Transporte escolar é algo necessário no município”, concluiu.

Com informações do Diário da Serra

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