Por risco de dano ao erário, TCE-MT suspende licitação da Prefeitura de Juruena


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Em virtude de possíveis danos aos cofres públicos do município de Juruena, o conselheiro Domingos Neto determinou a suspensão temporária do processo licitatório realizado pela prefeitura para contratação de empresa para fornecimento de softwares de gestão pública. A medida cautelar foi solicitada em Representação de Natureza Interna proposta pela Secretaria de Controle Externo de Contratações Públicas do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT).

De acordo com o conselheiro, a execução de contrato resultante de certame, possivelmente viciado por cláusulas restritivas da competitividade, tem aptidão relevante de causar dano aos cofres públicos, sobretudo devido à absoluta ausência de competição entre empresas interessadas na execução do serviço. O processo contou com a participação de uma única empresa, sendo que o valor a ser contratado, por meio de ata de registro de preços, chega a um total de R$ 173,3 mil.

Além de cláusulas restritivas, como a não previsão de uma forma de comunicação à distância, a unidade técnica do TCE-MT destacou no relatório que a administração municipal não observou o disposto na Resolução de Consulta nº 20/2016-TP, de modo que os preços de referência não estavam compatíveis com os valores praticados no mercado.

Ao conceder a medida cautelar, Domingos Neto ressaltou ainda não antever o periculum in mora reverso, por não se tratar de serviço essencial ou de necessidade premente do município. “Porquanto o objeto do certame é o registro de preços, cuja utilização, como é cediço, visa futura e eventual contratação pela administração”.

Frente ao exposto, o conselheiro determinou que a gestão municipal se abstenha de assinar a ata de registro de preços e contrato resultantes do referido certame, e, caso já tenha assinado, suspenda a execução dos serviços, até o julgamento de mérito da representação.

O julgamento singular n° 234/DN/2020 foi disponibilizado na edição do Diário Oficial de Contas desta terça-feira (24). A decisão ainda será analisada pelo Tribunal Pleno, que decidirá pela homologação ou não da medida cautelar.

Fonte: TCE MT

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