Corpo de Bombeiros intensifica ações de combate aos incêndios florestais e à Covid-19



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Foto: FABLICIO RODRIGUES / ALMT

O comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBM-MT), coronel Alessandro Borges, participou da 5° reunião extraordinária remota da Comissão de Segurança Pública e Comunitária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), na manhã desta terça-feira (11), na Casa de Leis. O encontro foi presidido pelo deputado estadual, Delegado Claudinei (PSL). O coronel falou sobre as ações e projetos da Instituição.

O quadro de pessoal do CBM-MT é de 1.365 militares e, atualmente, a Instituição realiza cerca de cem mil atendimentos por ano, tendo presença efetiva em 22 municípios mato-grossenses com sete companhias regionais. “Atendemos 65% da população de Mato Grosso. Mas, todos os 141 municípios contam com trabalhos preventivos que, de certa maneira, com uns trabalhos de forma reativa, atendendo todas as demandas, assim que necessário”, garantiu o comandante. 

Planejamento – Borges considerou importante essa reunião por informar a sociedade sobre o que ocorre na segurança pública de Mato Grosso. importante “É importante informar os trabalhos do Corpo de Bombeiros Militar, que são feitos em cima de um planejamento estratégico, operacional e tático. Tenho certeza que foi proveitoso, pois muitas pessoas não sabem como nós trabalhamos antes de ocorrer um sinistro. É um trabalho muito forte de planejamento e de estruturação para dar condições às nossas unidades atuarem na área emergencial”, explica o comandante-geral.  

“Este planejamento transpassa por qualquer comando. Não é do comandante. Temos um planejamento a cada cinco anos. Todos participam, tem o conhecimento, dão as suas sugestões, dando um norte para que a Instituição possa se consolidar cada vez mais”, completa Borges.

Incêndios Florestais – Uma das pautas na reunião foi sobre os incêndios florestais que ocorrem em Mato Grosso. “Temos ciência que a realização de queimadas em áreas rurais é crime sob pena de prisão e pagamento de multa. Neste período de seca, infelizmente, o fogo se prolífera e pode chegar a ficar fora do controle os incêndios provocados pela ação antrópica”, lembra Claudinei que é presidente da Comissão de Segurança Pública.

Alessandro Borges explicou que é importante dar ênfase aos incêndios florestais, já que desperta atenção no momento, em virtude do impacto ao meio ambiente, na saúde pública, por ser um período muito seco e com baixa umidade, o que gera um transtorno muito grande para a sociedade. Ele lembra que os trabalhos de combate e enfrentamento das queimadas ocorrem todos os meses do ano.

“É um trabalho cíclico. Não é um trabalho que começa agora, em agosto e setembro. No início do ano, fazemos um trabalho forte de prevenção e preparação. Geralmente, verificamos os municípios que mais tiveram incêndios florestais e focos de calor. No período de chuva, de janeiro a maio, promovemos atividades preventivas com audiências públicas que, este ano, foi prejudicado com a pandemia da Covid-19”, salienta.

O comandante-geral acrescenta ainda que existe toda uma preparação das atividades no período de combate e repressão às queimadas e, que o final do ano, é o momento de buscar a reparação dos danos e preparar para um planejamento estratégico para o ano seguinte. “É uma ação contínua realizada no Corpo de Bombeiros, não só com incêndios, como de outras ocorrências”, pontua.

Delegado Claudinei questionou o comandante sobre as queimadas que ocorrem em Rondonópolis, principalmente nas aldeias indígenas. “O Corpo de Bombeiros chegou a atender umas três ocorrências e continua sendo um incêndio criminoso. Aqui na região do Pantanal de Mato Grosso, é a mesma coisa. E prejudica a saúde das pessoas que estão respirando este ar contaminado devido as queimadas aqui em nosso Estado. Basta a nossa preocupação com o novo coronavírus e, agora, termos este problema”, diz o parlamentar.

Covid-19 – Mesmo com as atividades intensas nos incêndios florestais, Borges destaca a atuação dos bombeiros militares. “Neste período, eles acumularam atividades com a pandemia, prevenção, desinfecção de ambientes, promoção de divulgação de informações sobre a Covid-19. O elogio que faço aos militares é o comprometimento. Todos trabalham com vontade e mostram o que é ser bombeiro militar, demonstram o juramento que fizeram ao entrar nesta profissão”, enaltece o coronel.

Em relação às queimadas no Pantanal mato-grossense, Borges explica que 32 militares atuam em escalas de 24 horas por 10 dias (de folga) na região. “Eles ficam com muita vontade de proteger o meio ambiente, proteger a vida e o patrimônio daqueles que lá vivem. É um trabalho realmente diferenciado que os nossos militares realizam todo o ano, principalmente este período que acumulam várias atividades”, reconhece o comandante-geral.

Fonte: ALMT

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