Após crise hídrica de 2016, Junqueira teve 4 anos para resolver problema da falta d’água em Tangará, mas não resolveu


Atual prefeito teve 8 anos para resolver o problema, mas não resolveu – agora, só resta a Junqueira passar o problema para o próximo prefeito resolver (Imagem: TV Cidade Verde)

Apenas dois dias após a eleição 2020, que oficializou Vander Masson (PSDB) como prefeito de Tangará da Serra a partir de 2021, e colocou Wesley Torres (MDB), ex-diretor do SAMAE na terceira posição na disputa (com pouco mais de 3.900 votos), a cidade de Tangará da Serra foi ‘surpreendida’ com a informação de que a população terá que racionar água.

O racionamento começou nesta quinta, 19, data a partir da qual haverá rodízio no abastecimento, ou seja, parte dos bairros da cidade será abastecida nos dias ímpares e parte será abastecida nos dias pares. Todavia, a maioria da cidade já enfrenta problemas de abastecimento.

Levantamento feito pelo Tangará em Foco em sua página no Facebook mostra que pelos 30 bairros sofrem com a falta de água desde terça-feira, 17. Destaque para os bairros Tarumã, Califórnia, Itália, Tangará II, Nazaré, Porto Seguro, Goiás, Europa, Horizonte, de onde vieram boa parte das reclamações.

O problema de abastecimento não é atual. O atual prefeito, Fábio Junqueira (MDB), teve 4 anos para solucionar o problema, mas não o fez.

Quem lembra da crise hídrica de 2016? Poucos dias após a eleição que levou Junqueira ao poder por mais 4 anos, a cidade foi acometida pela falta d’água. Apesar do caos, quando boa parte dos cidadãos ficaram sem uma gota de água nas torneiras, a maioria improvisou, buscou água de carro, carriola, ou ficou sem ter o que fazer, 4 anos depois, também poucos dias após a eleição, Tangará fica de novo sem água.

Junqueira teve 4 anos para resolver o problema, mas não resolveu.

Ao longo desse período ele anunciou a construção de represas novas (com nomes difíceis) ao longo do Rio Queima-Pé, mas isso não foi suficiente.

No último ano de seu mandato, e querendo eleger Wesley Torres (ex-diretor do Samae) seu sucessor, Junqueira decidiu trazer (canalizar) água do Rio Sepotuba, porém, a atitude veio tarde, pois o processo de licitação e de construção demanda tempo e não aconteceu. O povo mais uma vez pagou o preço e ficou sem água em suas torneiras em 2020.

O prefeito, diante das matérias publicadas na imprensa local, alertando para a possibilidade de uma nova crise hídrica, fotografou as represas (a montante como ele diz), informando que elas seriam suficientes para abastecer a cidade, porém, dois dias após a eleição, na qual o seu candidato saiu derrotado, a gestão de Junqueira anunciou racionamento de água.

Importante lembrar que Fábio Junqueira ficou 8 anos no poder como prefeito de Tangará da Serra. Porém, ele não resolveu um problema básico da cidade, que é o abastecimento de água. Ele terminará sua gestão, em 31 de dezembro de 2020, sem ter resolvido um problema tão urgente.

Desafio

Esse será um dos principais desafios do próximo prefeito, Vander Masson, que assumirá a Prefeitura em 1º de janeiro de 2021. Em sua campanha eleitoral e em seu Plano de Governo, disponível no site do TRE, Masson colocou a água como prioridade. Para resolver isso, ele afirma que irá construir poços artesianos em pontos estratégicos para evitar o desabastecimento, e fará adução de água do Rio Sepotuba até a Estação de Tratamento do Queima Pé, que será ampliada para evitar que o problema continue.

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