Com plantio de girassóis, Secretaria Municipal da Mulher faz abertura da campanha “Não se Cale”



Davi Valle

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Como parte das ações programadas nos ‘21 dias de ativismo pelo fim da violência doméstica’, a Secretaria Municipal da Mulher, realizou na manhã desta quinta-feira (25), a abertura da campanha “Não se Cale”,  no Hospital Municipal de Cuiabá – HCM Dr. Leony Palma de Carvalho. Em homenagem às vítimas de feminicídio na capital, a pasta realizou o plantio de flores, de girassóis no local.

A secretária da Mulher, Luciana Zamproni, explicou que a intenção da ação é promover discussões sobre a violência contra à mulher, mostrar quais são as políticas públicas existentes em Cuiabá, além de divulgar os serviços disponíveis para o atendimento às vítimas de violência doméstica e familiar, além de ressaltar que o Espaço de Acolhimento, que funciona 24 horas na unidade hospitalar.

“Hoje,  pensamos neste espaço de forma simbólica com o plantio de girassóis e a exposição de sapatos como uma forma de impactar as pessoas para este assunto tão sério. Estamos em pleno século 21 e vemos ainda que a violência contra às  mulheres ainda é um tema constante. Precisamos debater o tema e eliminar esse mal que assola a sociedade. Lembrando que quando uma mulher é agredida, toda sociedade também é”, afirma.

De acordo com a secretária adjunta da mulher, Elis Regina Prates, é muito significativo o plantio de girassóis já que é uma flor que não morre sem deixar frutos, sem deixar suas sementes. Para ela,  neste contexto se pensa na mulher que gera o dom da vida e por isso se assemelha ao girassol.

“A humanidade depende de nós mulheres para sobreviver, então qual a razão de tratamos com tamanha violência à mulher? Outro ponto de destaque é para nós, mulheres negras, uma das mais atingidas pela violência, explica.

O diretor-geral da Empresa Cuiabana de Saúde Pública, Paulo Rós, agradeceu pelo ato simbólico realizado em frente ao hospital e destacou que se sente envergonhado a cada vez que uma mulher tem os direitos violados por um homem.

“É inadmissível que em pelo século 21, tenhamos que combater, ainda, a violência doméstica. Me deixa triste  saber que um homem tem a coragem de agredir uma mãe, uma pessoa que tem o dom de gerar vidas. Este é um momento de muita felicidade em participar deste plantio de girassóis”, finalizou.

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