DF: Idoso é o primeiro a passar por novo tratamento contra dor crônica no país



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Eletrodo foi implantado para agir diretamente na dor do paciente
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Eletrodo foi implantado para agir diretamente na dor do paciente

Um paciente de 67 anos de Brasília foi o primeiro a ser submetido a um novo tratamento para combater a dor crônica no país.

Batizado de Estimulação do Gânglio da Raiz Dorsal (ou DRG, sigla em inglês para Dorsal Roo Ganglion), o método consiste no implante de eletrodos diretamente na raiz do nervo que gera a dor. No método tradicional, os eletrodos são posicionados ao longo da medula espinhal.

Segundo uma estimativa do Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDCs) nos Estados Unidos, cerca de um em cada cinco adultos sofre com a dor crônica. No Brasil, o número pode chegar a 40% da população.

“É uma nova tecnologia indicada para pacientes com dores muito fortes e como último recurso antes de uma cirurgia no cérebro”, explica a Dra. Valéria Araújo, neurocirurgiã e especialista em dor, membro das sociedades brasileiras de Neurocirurgia e da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia Funcional, que liderou o procedimento ao lado do médico Luiz Cláudio Modesto.

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O idoso, que é praticante de judô e passou a ter dores crônicas após contrair uma doença infecciosa, passou por um teste do método ainda no mês de outubro. No último dia 20, os eletrodos foram implantados de forma definitiva, e nesta semana, ele recebeu um pequeno marca-passo, que manterá os eletrodos ativos e com níveis mais baixos de corrente elétrica. Ele já recebeu alta e se recupera bem.

“Ele já havia tentado todos os tratamentos e medicamentos possíveis para alívio da dor, incluindo morfina, antidepressivos, canabidiol, fisioterapia, acupuntura. Nada resolvia”, conta a Dra. Valéria. “A dor diminuiu muito e ele até passou a dormir bem, algo que não conseguia há anos”.

O DRG foca nas regiões fontes da dor, e é indicado para pacientes para pacientes com dor crônica do tipo neuropática que já não respondem a outros tratamentos. A dor neuropática resulta de lesão no sistema nervoso, podendo ser provocada por disfunção, infecções (como herpes) ou doenças (como diabetes, isquemias). Segundo a médica, em 10% dos casos, as dores crônicas podem se tornar incapacitantes. “O objetivo da DRG é impedir que os sinais de dor cheguem ao cérebro”, resume.

O procedimento demanda apenas uma noite de internação hospitalar, e já pode ser ofertado por planos de saúde e pelo Sistema Único de Saúde (SUS), já que foi autorizado pela Anvisa.

Fonte: IG SAÚDE

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