Home Tangará em Foco Vítimas de médico preso em Tangará eram sobrinhas. Abusos duraram 4 anos

Vítimas de médico preso em Tangará eram sobrinhas. Abusos duraram 4 anos

O médico de 45 anos preso pela Polícia Civil em Tangará da Serra na última quinta-feira (21) foi condenado por estupro de vulnerável contra duas sobrinhas, que tinham 6 e 13 anos no período em que os crimes ocorreram. Segundo as investigações, os abusos aconteceram de forma continuada entre os anos de 2016 e 2020.

Para preservar a identidade das vítimas, o nome do condenado não está sendo divulgado. O caso teve grande repercussão devido à gravidade dos crimes e ao fato de o autor atuar como médico em Tangará da Serra.

De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), os abusos ocorreram em diferentes locais, incluindo as cidades de Porto Estrela e Barra do Bugres.

As investigações apontaram que o médico se aproveitava de momentos em que ficava sozinho com as crianças para cometer os abusos. Conforme a apuração policial, ele também utilizava ameaças graves para impedir que as vítimas revelassem os crimes, dizendo que mataria a mãe delas e outros integrantes da família caso contassem o que acontecia.

Durante interrogatório judicial, o réu negou as acusações e alegou que nunca permaneceu sozinho com as sobrinhas. Ele sustentou que a denúncia teria sido motivada por desavenças familiares relacionadas à divisão de terras pertencentes ao ex-sogro.

Ainda segundo a defesa apresentada pelo médico, a mãe das vítimas teria criado a acusação como forma de retaliação após conflitos familiares envolvendo herança. A versão, porém, não foi confirmada pelas investigações conduzidas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público.

O MPMT pediu a condenação do acusado com base no artigo 217-A do Código Penal, que trata do crime de estupro de vulnerável, além do aumento de pena previsto no artigo 226, inciso II, em razão do autor ser tio das vítimas.

Na primeira instância, o médico foi condenado a 40 anos de prisão. Posteriormente, em instância superior, a pena definitiva foi reduzida para 23 anos de reclusão.

Como o processo transitou em julgado e não cabem mais recursos, a Justiça expediu o mandado de prisão no fim da tarde da última quarta-feira (20), determinando o início imediato do cumprimento da pena.

A prisão foi realizada pela Polícia Civil de Tangará da Serra, por meio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).