Ocorrência de violência doméstica registrada na noite de sábado em Arenápolis terminou com a morte de um homem de 51 anos após uma intervenção policial. O caso mobilizou equipes da Polícia Militar durante a Operação Escudo Feminino e teve início quando uma mulher de 39 anos procurou ajuda no quartel da PM relatando ter sido agredida fisicamente pelo namorado, além de ter o aparelho celular destruído pelo suspeito.
Segundo a vítima, ela conseguiu fugir da residência e buscar proteção junto às autoridades.
Diante da denúncia, policiais militares se deslocaram até o endereço do suspeito para realizar a abordagem. Conforme a corporação, foram feitas diversas tentativas de convencê-lo a se entregar pacificamente, mas ele se recusou a atender às ordens. Durante a entrada dos policiais na residência, o homem teria armado uma emboscada e atacado um soldado da PM com um facão, atingindo a mão esquerda do militar e causando ferimentos considerados graves.
Após o ataque, a equipe policial realizou um recuo tático para prestar socorro imediato ao policial ferido, que foi encaminhado para atendimento médico. Em seguida, foi solicitado apoio de equipes do município de Nortelândia. Durante as buscas realizadas no imóvel, os policiais localizaram o suspeito nos fundos do quintal ainda portando o facão utilizado na agressão.

Segundo a Polícia Militar, mesmo cercado, o homem se recusou a largar a arma e tentou investir novamente contra os agentes. Diante da ameaça considerada iminente, os policiais efetuaram um disparo que atingiu o suspeito na região do tórax. Após a contenção, os próprios militares prestaram socorro e o encaminharam ao Pronto Atendimento de Arenápolis.
Apesar dos atendimentos médicos recebidos, o quadro clínico do paciente se agravou e ele morreu na manhã seguinte. Ainda conforme a PM, uma testemunha confirmou que, entre a primeira e a segunda intervenção policial, o suspeito teria confessado o ataque ao militar e afirmado que voltaria a agredi-lo caso a polícia retornasse ao local.
Em nota, a Polícia Militar de Mato Grosso afirmou que toda a ação ocorreu dentro dos protocolos operacionais, das normas legais e da doutrina do uso diferenciado da força. A corporação destacou que o desfecho foi consequência da resistência e das agressões praticadas pelo suspeito contra os agentes públicos durante o cumprimento da ocorrência.
A instituição informou ainda que serão adotadas todas as medidas previstas pela Polícia Judiciária Militar para apurar detalhadamente as circunstâncias da intervenção. A PM ressaltou que a atuação das equipes foi pautada pela técnica, proporcionalidade e legalidade, desde o atendimento à vítima de violência doméstica até o socorro prestado ao próprio agressor após a neutralização da ameaça.


